O filtro de barro brasileiro é reconhecido por sua eficácia na purificação da água, sendo considerado por muitos como um dos melhores sistemas de filtragem disponíveis.
Utilizando um método simples, estes filtros têm sido uma escolha popular em muitas residências desde o início do século 20.
Sua habilidade de remover impurezas como cloro, pesticidas e metais pesados destaca sua importância, especialmente em regiões com desafios de qualidade de água.
Filtro de barro: Mecanismo simples com resultados comprovados
O que torna o filtro de barro tão funcional é seu sistema de operação por gravidade. A água passa lentamente por velas de cerâmica, onde partículas indesejadas são filtradas.
Estudos, como os presentes no livro “The Drinking Water Book”, afirmam que esses filtros são capazes de reter até 95% de chumbo e eliminar 99% do parasita Cryptosporidium. Esses níveis de limpeza garantem uma água mais pura, vital para prevenir doenças gastrointestinais.
Além disso, a simplicidade desse método torna-o superior quando comparado a tecnologias modernas. Em lugares onde o acesso à eletricidade é limitado, a operação sem necessidade energética torna-o uma solução sustentável.
Tradição combinada com inovação
Introduzido no Brasil por imigrantes europeus, o filtro de barro tornou-se parte da vida doméstica local. Além de purificar a água, sua estrutura de cerâmica proporciona resfriamento natural devido à porosidade do barro, promovendo frescor.
O uso de carvão ativado e prata coloidal em algumas velas aumenta sua capacidade de purificação, demonstrando que, mesmo com raízes tradicionais, o filtro continua aperfeiçoando suas funções.
Manter o filtro de barro em bom estado é fundamental para garantir sua eficiência. Recomenda-se a substituição regular das velas cerâmicas a cada seis meses e limpeza mensal com água limpa. Essa manutenção evita o acúmulo de impurezas, mantendo a qualidade da água fornecida.
Reconhecimento internacional do filtro de barro
O filtro de barro brasileiro não só é utilizado nacionalmente, mas também conquistou reconhecimento internacional.
Em 2003, o Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática (Eawag) destacou sua adequação para regiões com baixo saneamento, evidenciando sua eficiência microbiológica.




